Haha, vejam só a mensagem da
Sarah, do blog
Sociopata em Grupo aí no meu guestbook... Bom, muito bom saber dessas coisas!
Então, a galera
cult me acha revoltada? Well, gente de visão - eu sou, mesmo. Ah, eles insistem que a minha rebeldia não tem causa?
Fodam-se, minhas razões não lhes dizem respeito. Aliás, minha
vida também não, pois ao contrário dessa corja de
reacionários burgueses, não perco meu tempo postando a minha
vida, aqui. Até poderia fazer isso, e
bem, só que não é a minha. Pretendo me
divertir, aqui, e não mostrar meus talentos literários, minha
retórica fulminante, meu gosto
musical elaborado, nem falar da vida de bosta que eu e a metade
pobre da raça humana temos.
Hoje, lendo uns blogs
cult por aí, me pergunto o que faz essas pessoas serem lidas. Um cara contando como trocou a
fralda suja de merda da afilhada, uma gorda velha contando do
crochê que está fazendo, uma prostitutazinha enrustida falando que está
apaixonada por um bombeiro, uma patricinha retardada colocando fotos das suas roupas, outra idiota
americanizada falando do mico (totalmente sem graça) que pagou na escola, os blogs de
piadas insossas de sempre, a matrona velha disponibilizando as fotos de suas
crianças horrorosas... Ainda bem que eu não quero ser aceita. Basta continuar não escrevendo as
merdas citadas, que esse povo vai continuar não lendo esse blog.
Sabe, esse mundo dos blogs é
medíocre, como 99% dos blogueiros. É uma amostragem aleatória porém perfeita da
pequenez da alma humana, da sua falta de interesse em se lançar no pavoroso mundo do
auto conhecimento (
Deus, porque eu sou esse cocô ambulante?), e a preferência covarde de se ater a questões menores e
íntimas, como se interessassem a quem quer que fosse.
O
problema, Sarita, é que eu falo
palavrão. É que eu não coloco
foto minha no blog, nem falo dos meus
Labradores (eu não tenho, nem gosto muito de cães). É que eu não cito
outros blogs. É que eu não sou loira, nem
patricinha, nem moro na Zona Sul (só eu ADORO ser
outsider, NUNCA me coloquei no papel de vítima - o "
problema" é eu não falar a
língua porca dessa gente). Não sou
webdesigner, não faço parte de
panelas e nem vou a
encontro de blogueiros (me chamaram uma vez, eu
caguei pro convite e devem ter achado que fiz
pouco caso... FIZ
SIM, eu odeio conhecer
nerds e patricinhas
acéfalas que só falam do próprio umbigo e fazem "
rotas" pela night pra pegar macho). E, claro, eu não comento
sujidades como literatura
grega e filmes
iranianos.
Pseudo-suicida, moi? Nunca tentei me matar, mas se fosse o caso, não teria
medo. Eu não tenho medo de NADA - só do
Assustador.com, e quando menor, eu temia
libélulas. Passou.
Quanto a ser comparada à
Vandinha Adans... Eu gostei desse filme, mas não ando por aí vestida de preto, não faço tipo, nem ando de tailleur pra esconder
gorduras. É, Sarita - crueldade das crueldades!! - além de
inteligente, geniosa, perspicaz, autêntica e divertida, eu ainda fui nascer
GOSTOSA. Pecado mortal.
Esse tipo de
ódio só me faz bem - à pele e aos
neurônios. É excelente ver que a internet é formada por essa gentinha merda "família" e "certinha", esses homens com cara de
bancários com suas camisinhas sociais pra dentro da calça, essas mulheres com cara de quem não tem
orgasmo, e esses adolescentes oligóides que tascam
neologismos de net em tudo: "
pow, tippu assim, neh, vc eh moh legauuuu".
Eca. Que
delícia saber que essa
ralé me execra - a
lacuna existencial deles é tamanha que me
engoliria, se eu chegasse muito perto.
Bunda-molice pega, e o efeito é pior do que se a gente cheirasse
Anthrax que nem cocaína. Pessoas-família, amigos de internet, panelas de blogs: vocês são
nauseabundos.
É isso... meio chato ser julgada por gente pra quem "
viver" não passa de um
verbo.